terça-feira, 3 de maio de 2011

True Blood e Veganismo


True Blood é uma série televisiva sobre vampiros coexistindo diplomaticamente (ou não) com os seres humanos, ao lado de outros seres mitológicos como anjos, fadas e metamorfos. Apesar do entretenimento, a série americana pode nos oferecer uma boa reflexão sobre como nos relacionamos com os outros animais do planeta. Como o velho Ben Parker diria: "Com grandes poderes, advém grandes responsabilidades". Se olharmos a série por esse viés, encontraremos diversos paralelos com o vegetarianismo. Interessante como um amigo notou que a bebida True Blood (dos vampiros) seria o equivalente "exato" da vitamina B12 artificial.

"You're nothing but a blood bag" - Lorena Ball


"I have spent decades trying! I despise myself for I did for you. God help me, I killed innocent people to prove you that I loved you! But it was pure niilism..... I do not. I cannot. I will never love you." - Bill Compton

Vale a pena conhecer.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Yes, The River Knows




O que os rios dizem para você?




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Todos esses seres



todos os seus corações batendo, batendo, batendo

consegue escutar?

Escutar. Cute air.

Escuta: "Cut. Esc." And they are dead.


Hearts that
don`t
beat anymore.

No more.



sábado, 24 de julho de 2010

Echochrome

Inspirado na obra dos artistas gráficos M.C. Escher e Oscar Reutersvär por suas construções “impossíveis” e incursões ao infinito, Echochrome é um puzzle game eletrônico que explora as mudanças de perspectiva e a ilusão de ótica. Esse jogo, desenvolvido para os consoles PS3 e PSP da Sony, consiste basicamente em controlar o cenário fazendo com que a realidade vista pelo jogador mude conforme o ângulo enxergado, usando-se, para isso, de cinco leis ou mistérios, segundo o próprio game: Perspectiva de percurso, sobreposição, existência, ausência e salto.



1. Perspectiva de percurso - quando dois caminhos parecem tocar-se, eles tocam.
2. Perspectiva de sobreposição - quando um caminho parece encontrar-se sobre outro, ele está.
3. Perspectiva de existência - quando uma abertura entre dois caminhos não pode ser vista e os caminhos parecem estar unidos, eles estão.
4. Perspectiva de ausência - se um buraco está oculto, não existe.
5. Perspectiva de salto - quando o caminhante salta, chega ao chão do que parece estar sob ele.

A partir dessas leis, o jogo é construído. Sua interface é simples e limpa. Duas cores apenas ele possui: Preto e branco. Os cenários são basicamente retângulos vetoriais, os quais unidos dão corpo a plataformas “movediças”. O personagem, que é um boneco de manequim, tem como objetivo percorrer as diversas plataformas dispostas na tela para encontrar suas sombras ou os bonecos correspondentes (seus ecos) e também desviar-se de seus bonecos-oponentes, afim de não serem anulados. O jogador não consegue controlar o boneco, que anda ininterruptamente, mas controla o cenário mudando sua perspectiva (ver vídeo). A princípio parece uma tarefa fácil, mas, em ironia com a proposta do game, não é tão fácil quanto parece, nem tão simples quanto se soa. Aí se encontra a originalidade do game, e sua consequente genialidade. Para driblar os becos e encontrar os ecos do jogo, tudo depende da criatividade e da imaginação do jogador/observante. A trilha sonora ficou por conta de Hideki Sakamoto, que fez um brilhante trabalho de composição, parte essencial e irremovível da obra.

"Echochrome é a prova definitiva de que é possível produzir um bom jogo de video game sem ter que necessariamente mergulhar de cabeça em uma enxurrada tecnológica." (Carlos Ferreira, Equipe Baixaki)

"Bem-vindo ao mundo de Echochrome. Você pode não ver, mas existe um caminho." (Slogan dos criadores)


Ler também:
Echoshift - Desafiando o tempo
M.C. Escher - A Arte do Impossível

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sonhando ou acordado?

Por SJM,

Certo dia você levanta, vai ao banheiro e lava o rosto. Toma café, mas nota um certo silêncio perturbador. Olha pela janela e se sente estranho ao constatar que as ruas estão vazias. Liga a TV já no canal de costume, está fora do ar, troca, e os outros também, todos, você se sente ainda mais estranho, vai até o quarto de algum familiar e vê que ela ainda dorme. Vai ao outro e também. Todos dormem. Intrigado, você decide acordar alguém e então percebe que eles não acordam. Nesta hora, já muito nervoso, já se deu conta de que algo está muito errado, muito mesmo. Você procura manter a calma, decide procurar ajuda pois seus familiares não despertam. Telefone! Você decide usar o telefone mas é em vão, está mudo.

Você tenta manter o controle, mas já está quase em pânico, sai na rua e invade a casa dos vizinhos. Todos, todos dormindo.

Você não aguenta, para você tudo aquilo é um sonho, você deseja acordar. Em vão.
Você volta para sua casa, para seu quarto, sua cama, e dorme também.

Isto é real, outros já passaram por isto mas de forma gradual para evitar este choque. Alguns demoraram décadas para acordar completamente e assim percebiam que seus iguais continuavam a dormir. Outros também iam acordando devagar, eram apenas alguns em um milhão. Buscam a companhia um dos outros que também vão despertando, buscando respostas: ”o que acontece?!”, “por que acordei?!”, “por que dormia?!”, “por que os outros não acordam?!”

Obtendo parte das respostas, passavam a trabalhar para que outros acordassem também.

Quem dorme não vê quem está acordado.
Falam dormindo.
Para eles, todos dormem.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Menina que não envelhece intriga os médicos

Apesar de ter nascido em 1993, Brooke Greenberg não anda e nem fala. Para os pais, a garota seria a "fonte da juventude"


Brooke Greenberg tem o tamanho e a capacidade mental de uma criança. Ela também não fala, não se locomove sozinha e continua a ter os mesmos dentes de quando era, de fato, um bebê. No último mês de janeiro, porém, a americana completou 16 anos de idade. [...]

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Comer Humanos

 Manifestação criativa contra o consumo de carne. Realizada em Barcelona.

 Música "Excusas" da banda Producto Interior Bruto.




Fonte: Youtube

domingo, 9 de maio de 2010

A Ética dos Ets

Por que achamos normal a expressão "animais de laboratório" e "humanos de laboratório" não? Como será o Comitê de Ética dos Ets que nos utilizam em suas pesquisas?

"Pesquisa no corpo dos outros é refresco"

crédito da imagem

terça-feira, 30 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Diógenes de Sínope

"Ninguém tem paciência comigo."

do site Wikipedia (adaptado)

Diógenes de Sínope (em grego antigo: Διογένης ὁ Σινωπεύς; Sínope, 404 ou 412 a.C. – Corinto, c. 323 a.C.), também conhecido como Diógenes, o Cínico, foi um filósofo da Grécia Antiga. Os detalhes de sua vida são conhecidos através de anedotas (chreia), especialmente as reunidas por Diógenes Laércio em sua obra Vidas e Opiniões de Filósofos Eminentes. Diógenes de Sínope foi exilado de sua cidade natal e se mudou para Atenas, onde teria se tornado um discípulo de Antístenes, antigo pupilo de Sócrates. Tornou-se um mendigo que habitava as ruas de Atenas, fazendo da pobreza extrema uma virtude; diz-se que teria vivido num grande barril, no lugar de uma casa, e perambulava pelas ruas carregando uma lamparina, durante o dia, alegando estar procurando por um homem honesto.

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Imperialismo dos Ricos criado pelos Pobres


Por Rudy Rafael

O sistema econômico da sociedade está mudando. A classe-média está desaparecendo. O abismo entre os mais ricos e os mais pobres é cada vez maior. 90% da riqueza mundial está nas mãos de 10% da população, parcela esta que tenderá a ter cada vez mais riqueza enquanto os outros ficarão cada vez mais pobres e o povo mesmo é responsável por isto tudo.

Os maiores empregadores são as micro e pequenas empresas. São nestas que não exigem doutorado para carregar engradados de refrigerante, são nestas que não é necessário ter ensino superior completo para vender lápis e borracha, que não exigem nível médio para limpar a cozinha e que empregam o cidadão mais humilde, as massas. Pessoas simples, com pouca instrução têm muito mais chances na padaria da vizinha, na sapataria do amigo, na lojinha de R$ 1,99 da tia, na peixaria da esquina e em todo o mercado informal do que nas grandes empresas, que através dos controles de qualidade estão exigindo cada vez mais instrução dos funcionários.

A padaria da esquina, a lojinha de R$ 1,99, o sapateiro, a costureira e todos estes trabalhadores que trabalham e empregam estão desaparecendo cada vez mais e pela própria conduta impensada do povo, que ao invés de fomentar a economia local, de seu bairro, sua comunidade, injeta dinheiro nas mega empresas, nas multinacionais estrangeiras, fazendo o capital se concentrar cada vez mais nos países desenvolvidos e nas mãos dos ricos.

Cada vez que você precisa comprar pão e, ao invés de comprar o pão na padaria da esquina, compra na mega-ultra-power-fantástica rede de supermercados que tem no Brasil todo, você está ajudando a pequena padaria da sua comunidade a diminuir o lucro e assim um dia futuramente a fechar, fazendo com que os funcionários tenham que procurar a mega-ultra-power-fantástica rede de lojas, mercados e produtos para trabalhar.

Cada vez que fura a sola do seu sapato e ao invés de você levar ao sapateiro, você já vai na mega-ultra-power-fantástica loja do shopping comprar um novo sapato, você está ajudando este sapateiro a fechar e fazê-lo abandonar seu ofício e ir trabalhar na mega-ultra-power-fantástica multinacional com sede em sua cidade.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

O PUM DA VACA

Se não param de consumir carne por amor, vamos para a psicologia da dor.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Espere sentado(a)


Uma imagem...


...vale mais que $1000.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Poematrix













Onde você pensa que vai
saindo assim, toda enc-riptada?
Não tô mais te entendendo não...

cena do filme Matrix, the Red Woman

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Deus Sol




Quanto mais alto for para enxergar, maior...

Neo, ele viu. A "última" realidade era a luz.

Em vez de 0 e 1, ele viu o espaço, com vários pontos de luz, todos filhos do Deus Sol.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Migrando



Girar sobre si mesma sempre, avançando pelo espaço. Nunca parar. Bailar em torno do Sol como uma mosquita. Órfã, virgem. Pólen-abelha-flor. Aventura e Amor. Disparar pelo Cosmos, criança brincalhona. Vagalume veloz e migrando com sua amiga lua.

Tuas artérias de fogo e de água, tua respiração de planeta, teu cérebro gelado, tua mente de mar, teus pêlos florestais. Tuas células peixes, tuas células pássaros, tuas células minhocas, tua célula eu.

Terra, Terra, Terra, arre, erra, errante, et al. Te amo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Buycott & Boycott

O que é Boycott, ou Boicote?



Boicote é o ato de recusar relações com uma coletividade; romper relações sociais, políticas e comerciais; e propositadamente não comprar mercadorias de certa origem ou fabricação. Boicote, ou boicotagem, é o ato de recusar quaisquer relações com um indivíduo ou uma coletividade (grupo de pessoas, empresa, país, etc.) como forma de protesto ou coerção ao que se pretenda mudar, constranger, ou simplesmente não financiar. As principais razões são econômicas, políticas, ideológicas e sociais. Aplica-se a relações entre países ou entre uma coletividade e uma organização.

Comprar é um ato político

Por Plínio Fraga
Folha de São Paulo - 25/9/2008

Diz o "Houaiss" que o capitão Charles C. Boycott (1832-1897), um rico proprietário irlandês, no outono de 1880, recusando-se a baixar o preço que cobrava pelo arrendamento de suas terras, foi vítima de represália, tendo os agricultores da época se articulado para não negociar com ele. Daí a palavra boicote.

Quase 130 anos depois, o termo em inglês "boycott" ganhou uma espécie de antônimo, o "buycott". Numa livre tradução seria a compra orientada de produtos. Em visita ao Rio para participar de um seminário acadêmico, a pesquisadora Michele Micheletti, da Karlstad University, na Suécia, defendeu que o ato de consumo pode se transformar em ativismo político. Segundo ela, a falta de uma regulamentação global transferiu para os consumidores parte da responsabilidade sobre o mercado. Por meio de "boycotts" e de "buycotts", cabe aos consumidores forçar mudanças no sistema produtivo e colaborar, utilizando o seu poder de compra, para atenuar problemas como a exploração da mão-de-obra, o desrespeito ambiental e os desvios éticos e políticos de grandes empresas.

O "buycott" é o consumidor politizado, informado, responsável. Micheletti cita estudos que mostram que, na Suécia, o percentual de cidadãos que se envolveram em algum tipo de "consumo politizado" nos 12 meses anteriores à pesquisa era de 50%. No Brasil, não chegava a 7%. À repórter Denise Menchen, desta Folha, a pesquisadora disse que o resultado está vinculado ao nível de informação e aos recursos disponíveis dos consumidores. "É um movimento basicamente da classe média."

Na próxima vez que alguém se queixar das horas que você passou no shopping, pode responder que estava fazendo política. Atualmente é possível comprar até ideologia.

Charles Boycott
Montgomery Bus Boycott
Martin Luther King Jr. Day

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Da Quebra do Conceito Inteligência


"Gott ist tot" - Friedrich Nietzsche

Seres humanos são conceituados de seres conscientes de sua própria existência. A consciência é a digital humana. Seria então provável a capacidade humana de criar um outro ser que tenha consciência de si? E será que nós seres bímanos racionais temos realmente consciência do que somos ou apenas nos definimos com conceitos vagos do tipo: Sou uma estudante, tenho vinte e dois anos, nenhum filho e muitos vícios. Chegará um dia em que o ser humano se definirá como uma maravilhosa máquina biológica adaptada para sobreviver e interagir com o meio-ambiente?

Seres humanos são definidos de consciências inteligentes capazes de julgar suas atitudes e separar o bem do mal. O fator que predomina neste conceito é: o que é inteligência? Qual ciência humana poderá definir com exatidão o que chamamos de inteligência? Podemos exemplificar a falha nos conceitos humanos-científicos lembrando de alguns anos atrás quando a sonda espacial Galileu foi criada com a missão de estudar Júpiter e programada para detectar a existência e possibilidade de vida inteligente no planeta. Detalhe: foi dedicado ao projeto o que havia de mais avançado em tecnologia de computadores e inteligência humana. No entanto a sonda passou pela Terra e o programa foi iniciado. Chegou para os cientistas o seguinte “diagnóstico”: 30% de chance de haver vida na Terra e 0% de chance dessa vida ser inteligente. Pois é, na vida, geralmente, nada que acontece é o mais esperado.

Entendendo o conceito de inteligência poderemos começar a pensar na possibilidade de criar outro tipo de inteligência, outro tipo que tenha consciência de si. Ultimamente têm se discutido muito sobre IA (Inteligência Artificial) e cada vez que este assunto é posto em pauta surge também o medo do homem de ser dominado por aquilo que ele mesmo criou. O Criador sempre teme a sua criação quando ela começa a tomar consciência de si. E da mesma forma que temos a necessidade de criar, nossa criação “artificial” poderá decidir criar mais uma nova inteligência e nos eliminar por sermos tão ultrapassados e desnecessários para a evolução no planeta Terra. Foi assim que matamos Deus.


Texto publicado no Metamorfose Coletiva (Janeiro de 2008)